sexta-feira, 20 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Sin cera
"Desde os tempos de Miguel Ângelo que os escultores escondiam as lacunas dos seus trabalhos derramando cera em falhas e rachas e tapando-as depois com pó de pedra. Este método era considerado uma farsa, pelo que a escultura "sem cera" - literalmente sin cera - era considerada uma peça de arte "sincera". A expressão ganhou uma tal popularidade que até aos dias de hoje há quem preceda a assinatura das suas cartas com um "sinceramente", uma promessa de que estas são escritas "sem cera" e que as suas palavras são verdadeiras (Brown, 2009:402)".
In BROWN, Dan (2009). O Símbolo Perdido. Lisboa, Bertrand Editora.
In BROWN, Dan (2009). O Símbolo Perdido. Lisboa, Bertrand Editora.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Vírgula
A vírgula assinala uma pausa breve no discurso, separando elementos de uma oração ou orações entre si dentro da mesma frase. A vírgula nunca deve ser usada entre os elementos principais de uma oração, como é o caso do sujeito, predicado, complemento directo, complemento indirecto, predicativo do sujeito e predicativo do complemento directo.
O João e a Maria compraram os bilhetes
Eu achei a Joana muito simpática.
Dentro da oração, a vírgula usa-se geralmente:
* para separar elementos de natureza semelhante ou com função sintática idêntica, quando não estão ligados pelas conjunções e, nem, ou
O João comprou laranjas, morangos, bananas e maçãs.
Quando estas conjunções ocorrem repetidas numa enumeração, usa-se a vírgula para separar os elementos coordenados:
Nem eu, nem ele, nem ninguém poderia saber do assunto.
* para separar o vocativo
João, o filme é óptimo.
* para isolar o aposto (entre vírgulas)
O João, presidente da assembleia, começou a discursar.
* para separar elementos repetidos
Isto é meu, meu e só meu.
* depois dos advérbios sim ou não, quando surgem no início da oração e dizem respeito à oração anterior
Sim, parece-me que foi isso.
* depois de complementos adverbiais que ocorrem no início da oração ou entre os seus elementos principais
De manhã, o João lia, por vezes, o seu livro favorito.
Entre orações, a vírgula é utilizada:
* para separar orações coordenadas ligadas por conjunção ou não
Saiu, passeou, correu.
As orações coordenadas introduzidas por e, nem, ou não levam vírgula a não ser que a conjunção se repita:
Vi-o e falei com ele.
E ele canta, e dança, e toca.
* para separar palavras, expressões ou orações intercaladas na frase (entre vírgulas)
Eu achava, todavia, que o João estava errado.
Ele está, sem dúvida, maluco.
O João, dizia-se na aldeia, era muito inteligente.
* para separar orações subordinadas adverbiais, nomeadamente quando ocorrem antes da oração subordinante
Quando se deitou, o João sentia-se cansado.
* para separar o gerúndio e o particípio passado, quando equivalem a orações
Sentindo-se cansado, foi dormir.
* para separar orações relativas explicativas, ou seja, aquelas que não são essenciais para a compreensão da frase
O João, que era meu vizinho, tinha 18 anos.
A vírgula não é usada nas orações relativas restritivas, isto é, aquelas que completam o sentido do elemento antecedente, sendo indispensáveis para se perceber a oração subordinante:
As associações que fazem parte da organização apresentaram uma proposta.
Na datação de um texto escrito, a vírgula é usada para separar o local de emissão da data propriamente dita:
Porto, 25 de Abril de 1974
Como podem ver, o uso da vírgula serve, sobretudo, para separar os vários elementos numa frase. E nunca se esqueçam que é um erro grave separar elementos que não podem ser separados. Contudo, a vírgula goza de uma certa liberdade de colocação que pode alterar o significado de uma frase e, como vamos ver a seguir, pode distinguir dois pontos de vista.
O João e a Maria compraram os bilhetes
Eu achei a Joana muito simpática.
Dentro da oração, a vírgula usa-se geralmente:
* para separar elementos de natureza semelhante ou com função sintática idêntica, quando não estão ligados pelas conjunções e, nem, ou
O João comprou laranjas, morangos, bananas e maçãs.
Quando estas conjunções ocorrem repetidas numa enumeração, usa-se a vírgula para separar os elementos coordenados:
Nem eu, nem ele, nem ninguém poderia saber do assunto.
* para separar o vocativo
João, o filme é óptimo.
* para isolar o aposto (entre vírgulas)
O João, presidente da assembleia, começou a discursar.
* para separar elementos repetidos
Isto é meu, meu e só meu.
* depois dos advérbios sim ou não, quando surgem no início da oração e dizem respeito à oração anterior
Sim, parece-me que foi isso.
* depois de complementos adverbiais que ocorrem no início da oração ou entre os seus elementos principais
De manhã, o João lia, por vezes, o seu livro favorito.
Entre orações, a vírgula é utilizada:
* para separar orações coordenadas ligadas por conjunção ou não
Saiu, passeou, correu.
As orações coordenadas introduzidas por e, nem, ou não levam vírgula a não ser que a conjunção se repita:
Vi-o e falei com ele.
E ele canta, e dança, e toca.
* para separar palavras, expressões ou orações intercaladas na frase (entre vírgulas)
Eu achava, todavia, que o João estava errado.
Ele está, sem dúvida, maluco.
O João, dizia-se na aldeia, era muito inteligente.
* para separar orações subordinadas adverbiais, nomeadamente quando ocorrem antes da oração subordinante
Quando se deitou, o João sentia-se cansado.
* para separar o gerúndio e o particípio passado, quando equivalem a orações
Sentindo-se cansado, foi dormir.
* para separar orações relativas explicativas, ou seja, aquelas que não são essenciais para a compreensão da frase
O João, que era meu vizinho, tinha 18 anos.
A vírgula não é usada nas orações relativas restritivas, isto é, aquelas que completam o sentido do elemento antecedente, sendo indispensáveis para se perceber a oração subordinante:
As associações que fazem parte da organização apresentaram uma proposta.
Na datação de um texto escrito, a vírgula é usada para separar o local de emissão da data propriamente dita:
Porto, 25 de Abril de 1974
Como podem ver, o uso da vírgula serve, sobretudo, para separar os vários elementos numa frase. E nunca se esqueçam que é um erro grave separar elementos que não podem ser separados. Contudo, a vírgula goza de uma certa liberdade de colocação que pode alterar o significado de uma frase e, como vamos ver a seguir, pode distinguir dois pontos de vista.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Utilização do hífen com prefixos
1ª) Com os prefixos AUTO, CONTRA e EXTRA, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h”, “r”, “s” ou vogais. Alguns exemplos:
1) auto-adesivo, auto-análise, autobiografia, autoconfiança, autocontrole, autocrítica, autodestruição, autodidata, auto-escola, autógrafo, auto-hipnose, auto-idolatria, automedicação, automóvel, auto-observação, autopeça, autopiedade, autopromoção, auto-retrato, auto-serviço, auto-suficiente, auto-sustentável, autoterapia;
2) contra-almirante, contra-ataque, contrabaixo, contraceptivo, contracheque, contradança, contradizer, contra-espião, contrafilé, contragolpe, contra-indicação, contramão, contra-ordem, contrapartida, contrapeso, contraponto, contraproposta, contraprova, contra-reforma, contra-senso, contraveneno;
3) extraconjugal, extracurricular, extraditar, extra-escolar, extragramatical, extra-hepático, extrajudicial, extra-oficial, extrapartidário, extraterreno, extraterrestre, extratropical, extravascular.
2ª) Com os prefixos INFRA, INTRA, NEO e PROTO, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h”, “r”, “s” ou vogais. Alguns exemplos:
1) infra-assinado, infracitado, infra-estrutura, infra-hepático, inframaxilar, infra-ocular, infra-renal, infra-som, infravermelho, infravioleta;
2) intra-abdominal, intracelular, intracraniano, intracutâneo, intragrupal, intra-hepático, intralingüístico, intramolecular, intramuscular, intranasal, intranet, intra-ocular, intra-racial, intratextual, intra-uterino, intravenoso, intrazonal;
3) neo-acadêmico, neobarroco, neoclassicismo, neocolonialismo, neofascismo, neofriburguense, neo-hamburguês, neo-irlandês, neolatino, neoliberal, neologismo, neonatal, neonazista, neo-romântico, neo-socialismo, neozelandês;
4) protocolar, proto-evangelho, protofonia, protagonista, proto-história, protoneurônio, proto-orgânico, prototórax, protótipo, protozoário.
3ª) Com os prefixos PSEUDO, SEMI, SUPRA e ULTRA, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h”, “r”, “s” ou vogais. Alguns exemplos:
1) pseudo-artista, pseudocientífico, pseudo-edema, pseudofilosofia, pseudofratura, pseudomembrana, pseudoparalisia, pseudopneumonia, pseudópode, pseudoproblema, pseudo-rainha, pseudo-representação, pseudo-sábio;
2) semi-aberto, semi-alfabetizado, semi-árido, semibreve, semicírculo, semiconsciência, semidestruído, semideus, semi-escravidão, semifinal, semi-inconsciência, semi-interno, semiletrado, seminu, semi-reta, semi-selvagem, semitangente, semitotal, semi-úmido, semivogal;
3) supra-anal, supracitado, supra-hepático, supramencionado, suprapartidário, supra-renal, supra-sumo, supravaginal;
4) ultra-aquecido, ultracansado, ultra-elevado, ultrafamoso, ultrafecundo, ultra-hiperbólico, ultrajudicial, ultraliberal, ultramarino, ultranacionalismo, ultra-oceânico, ultrapassagem, ultra-radical, ultra-romântico, ultra-sensível, ultra-som, ultra-sonografia, ultravírus.
Rita Brito
1) auto-adesivo, auto-análise, autobiografia, autoconfiança, autocontrole, autocrítica, autodestruição, autodidata, auto-escola, autógrafo, auto-hipnose, auto-idolatria, automedicação, automóvel, auto-observação, autopeça, autopiedade, autopromoção, auto-retrato, auto-serviço, auto-suficiente, auto-sustentável, autoterapia;
2) contra-almirante, contra-ataque, contrabaixo, contraceptivo, contracheque, contradança, contradizer, contra-espião, contrafilé, contragolpe, contra-indicação, contramão, contra-ordem, contrapartida, contrapeso, contraponto, contraproposta, contraprova, contra-reforma, contra-senso, contraveneno;
3) extraconjugal, extracurricular, extraditar, extra-escolar, extragramatical, extra-hepático, extrajudicial, extra-oficial, extrapartidário, extraterreno, extraterrestre, extratropical, extravascular.
2ª) Com os prefixos INFRA, INTRA, NEO e PROTO, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h”, “r”, “s” ou vogais. Alguns exemplos:
1) infra-assinado, infracitado, infra-estrutura, infra-hepático, inframaxilar, infra-ocular, infra-renal, infra-som, infravermelho, infravioleta;
2) intra-abdominal, intracelular, intracraniano, intracutâneo, intragrupal, intra-hepático, intralingüístico, intramolecular, intramuscular, intranasal, intranet, intra-ocular, intra-racial, intratextual, intra-uterino, intravenoso, intrazonal;
3) neo-acadêmico, neobarroco, neoclassicismo, neocolonialismo, neofascismo, neofriburguense, neo-hamburguês, neo-irlandês, neolatino, neoliberal, neologismo, neonatal, neonazista, neo-romântico, neo-socialismo, neozelandês;
4) protocolar, proto-evangelho, protofonia, protagonista, proto-história, protoneurônio, proto-orgânico, prototórax, protótipo, protozoário.
3ª) Com os prefixos PSEUDO, SEMI, SUPRA e ULTRA, só devemos usar hífen se a palavra seguinte começar com “h”, “r”, “s” ou vogais. Alguns exemplos:
1) pseudo-artista, pseudocientífico, pseudo-edema, pseudofilosofia, pseudofratura, pseudomembrana, pseudoparalisia, pseudopneumonia, pseudópode, pseudoproblema, pseudo-rainha, pseudo-representação, pseudo-sábio;
2) semi-aberto, semi-alfabetizado, semi-árido, semibreve, semicírculo, semiconsciência, semidestruído, semideus, semi-escravidão, semifinal, semi-inconsciência, semi-interno, semiletrado, seminu, semi-reta, semi-selvagem, semitangente, semitotal, semi-úmido, semivogal;
3) supra-anal, supracitado, supra-hepático, supramencionado, suprapartidário, supra-renal, supra-sumo, supravaginal;
4) ultra-aquecido, ultracansado, ultra-elevado, ultrafamoso, ultrafecundo, ultra-hiperbólico, ultrajudicial, ultraliberal, ultramarino, ultranacionalismo, ultra-oceânico, ultrapassagem, ultra-radical, ultra-romântico, ultra-sensível, ultra-som, ultra-sonografia, ultravírus.
Rita Brito
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